terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Ônibus

Não sei o porquê sinto e o porquê me ponho a chorar
Não sei aonde quero ir ou aonde quero estar
Meu brilhante pingente coração flameja
O cravo constante de impureza
Servente as folhas do monte
Em ir vagar ao léu do horizonte
Sobre a mata virgem da dureza cigana
Movida por um rio, completamente mundana.
As sementes do céu afloram como Bahia Nova York
Imundos ratos de porão fétidos como uma cinzenta poeira saindo de um glock
Totalmente segura, Lá está você
Que tenho maior graça em poder ver
Espero-te em um ônibus sombrio
No metal bruto e sobre um ar frio
Sempre rezando para pedir você de volta
Para o lugar de onde nos conhecemos
Aquele imundo lugar onde te encontro e vou me aquecendo
Sem mais as sombras de um luar                  
Movem-se a beleza contemporânea estrelar
O nome soa em meus ouvidos
E é por ele que clamam pedidos
As batidas de meu coração se alentam
E os pensamentos mais uma vez vivos se alegram
Em imaginar sorriso puro
Sobre o metal gélido e obscuro
Aquela que me faz sonhar como águia a voar
E como uma linda sereia em pleno alto mar
Tanto talento encontrado em uma pessoa só
Como pode esta então viver só
Se estivesse ao meu lado não serias assim
Eu te tornaria a pessoa mais feliz
Mas mesmo assim me pergunto
Sobre o clímax ainda sim obscuro
Se é você quem eu realmente quero fazer feliz
Então te peço que olhes para mim e quero que me diga
Será que teremos algo ao longo da vida?


Escrito por: Jefferson Luiz

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